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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Ir-Racional

Hoje despertei com impulsos trágicos
Vontades de horror, de fustigar
De arar, de causar dor, de destruir
De levar desespero a cada olhar
Que testemunhe o que hoje vou fazer

Impiedoso, me dirijo à sala
Ereto, o dedo aponta, a procurar
Na mão derramo a fúria escaldante
E na estante, em um instante o encontrei...

...E trucidei...

De um Paulo Coelho a capa arranquei
E quase faço dela mil pedaços
E os nervos? Puro aço!
Já o que restou do livro, eu poupei
Pois jaz sem capa agora, igual a todos
Igual aos que não li e não lerei

.............................................................(.:Ricardo Vieira:.)

sábado, 24 de janeiro de 2009

Céus de Ícaro

Ah, e não compreendo
O que faz com que tantos deles
Sacrifiquem toda a vida
Mergulhados na aridez
De uma então realidade

Por deixarem, secos, sérios
De cair na doce teia
De um minuto de ilusão
Vivos são, mas em vão
Pois não são
Nem de longe mais que isso

Sombras frias de uma sólida
E insólita verdade
Que se vai...
Cada vez que cerra os olhos
Esquece o tolo
Que um terço ou mais da vida
Passa de olhos cerrados

De ilusão, impregnados
Berço solto da ilusão
E a razão
Que jazia junto à vida

E só resta de imortal
A mais pura e simples obra
De quem seus joelhos dobra
Diante ao céu que Galileu
Explicou, mas que sentido
Somente Ícaro deu

Resigna-te, homem cerne:
Somente é imortal
A obra da ilusão que temes

(.:Ricardo Vieira:.)

Torpe Lupus

Saúda-me o gosto do suor
Dos lábios teus, tua pele e teu pulsar

Do ritmado som do impacto do corpo
Do meu ao teu
Do teu ao céu
Do céu ao mar

Mar que te encharca a pele nua, e dentre coxas
Onde me enlaças
A cintura
A cavalgar

Ao trote denso dos amantes de outros tempos
Ao saborear
Teu corpo em Pêlo
A me tocar

(.:Ricardo Vieira:.)

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