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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

.:|CATACLISMA|:. |Erotrix|


.:|CATACLISMA|:. |Erotrix|

Como em cataclisma
O ritmo se esvai
Alçado, e alagado, o corpo cai.


02Jan10
.:|Ricardo Vieira|:.

domingo, 25 de outubro de 2009

.:|DE|CO|RA|ÇÃO|:.

.:|DE|CO|RA|ÇÃO|:.

Teu peso é bom
Pousa em meu peito, leve
Como aquele som

Que entoavas
Quando os corpos
Se enlaçavam

Sussurro baixo
Cujo o ritmo ditei
Em plena aurora
E em compasso acelerado

Eu me fiz Rei
Quando teu grito
Contraído e abafado
Verteu-me o gozo
E me fizeste coroado

E ao fim da cena
Feita plena a exaustão
A imensidão da noite
É manhã amena

Acarinhando teus cabelos
Eu descanso
Um sono manso
Bem desperto, a observar
O impossível de negar

É estampado:

De coração te digo
Pouco há tão lindo
Quanto meu chão
Com tuas roupas decorado

(.:|Ricardo Vieira|:.)

sábado, 17 de outubro de 2009

.:|HORA PERDIDA|:.

.:|HORA PERDIDA|:.

– E já te vais?
– Não que eu queira, mas preciso..
– Não que eu lamente, ou te precise...
...Um pouco mais...
– É “tanto faz”?
– É “tanto fez”. É meu desejo embebido
Em altivez
– Ah, se não fosse o compromisso, então...
... Talvez...
– “Talvez” não basta, olhas meu corpo e diz...
... Que vês?
– Hum... Eu vejo o nu, arrepiado
E meia dúzia de arranhões
– Não te diz nada este meu corpo
Tão lanhado?
– Diz sim: Que é justo que eu esteja
Pouco mais que atrasado
– Então te abro bem as pernas
E a ficar mais és convidado
– É... neste caso, por não ir
Sinto-me já justificado.


.:|Ricardo Vieira|:.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

MEU DELEITE DERRAMADO

Por acaso não te falta nada não?
Nem meu gosto na tua boca
Nem meu cheiro na tua mão?

Não te falta nos cabelos
Embaraços de noitada
Pele minha nas tuas unhas
... e acabada...

Manchas úmidas na cama
Teu, meu, teu
Nosso, enfim
Tanto faz gozo de quem
Se vem de ti ou vem de mim...
... Então é meu.

Bem como as marcas
De amassado em teu vestido
Então, despido
Mas para sempre meu prazer nele exprimido
Nem choras nele o meu deleite derramado
Teu choro é som do desabafo de um gemido

Mas por acaso...
Não te falta nada não?
Nem a saudade
Do rangido do colchão?

Nem lembrar como foi parar nua no chão...
Agora em vão.
Porque é teu, não meu, o cheiro...
... Na tua mão.

(.:|Ricardo Vieira|:.)

Poesia publicada na Coletânea Poemas de Mil Compassos (2009). Conhêça-nos:
http://poemasdemilcompassos.blogspot.com/2009/09/cd-poemas-de-mil-compassos-vol-01.html

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Onde-Me-Há-Garras

Mesmo que eu te arranhe os quadris
Não me abandones
E não olhe nos meus olhos
Não me domes

A minha alma é xucra
E corcoveia
Nem sonhes em por nela tua espora:

Saboreia...

...A suave brisa do teu cavalgar
Sobre mim, é meu sopro entre teus seios
Desnudos
Onde pouso meu olhar
Meu toque leve a te manipular
E veio
O que não posso evitar
Contrai...
E vem teu corpo em mim, e o teu pulsar

É hora

Agora é hora tua de orar
Fluir profano verbo e sentenciar

vem... Vem... VEM...!
E implores minha vez de derramar.

(.:Ricardo Vieira:.)

Encilha


Quem ousa roubar-me o ar
E assim, sem fim, profanar?
Que doce, o grilhão te encilhe
Encerre-te em teu lugar...
Que jorre a luz...
E que arda em teus olhos
Mais que as gotas
De tórrido prana...
...Me inflamas...


(.:Ricardo Vieira:.)

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Remeto-lhe

Quando com teus dedos tocas
Minha pele arrepiada
Tua vontade inflamada
Arrancar de mim os panos
Sem planos, tu me provocas
Te enroscas verbos profanos
Teus impérios pubianos
Beijo em torpor, me desfocas

Deslocas...

Meu eixo com teus quadris
Bem quis quartear teu toque
Dançando em ti, meu estoque
Da Música que não fiz...

Desfiz...

Componho em ti meu soneto
Do grito mudo que entoas
Nossas vozes que ecoas
Prazeres teus que remeto
Re-meto sons que não soas
De um modo tal que tu voas
Ao céu, Luar, que cometo

E prometo:

Que meto em ti o meu ser
Servindo a ti o que sou
Daquilo que só restou
Por-dentro-em-ti meu querer
Amores por teu prazer
Prazer em ti, meu amor

(.:Ricardo Vieira:.)

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