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domingo, 2 de janeiro de 2011

.:|NOI-T|A|R|DA|:. |EROTRIX|

.:|NOI-T|A|R|DA|:. |EROTRIX|

Tão intensa esta noitada
Que é passada a manhã toda
Sobre os nus, sem ser notada

07Jan09
.:|Ricardo Vieira|:.

.:|ALMA|à|DENTRO|NOITE|à|FORA|:.

.:|ALMA|a|DENTRO|NOITE|à|FORA|:.

Esta insônia, que enganado
Tantas vezes mal-falei
Mãe de tantas “heresias”
Blasfemadas que enunciei
Diante dela, humildemente
Eu me posto, abnegado
Pois é grato a ela que hoje
Me tornei

Se a sina de ser homem
Me coloca alinhado
Ao que a história traz à luz:
Só depois de superado
O necessário, se faz jus
Ao elevado

Grato sou a ti, insônia
Por ter sido guardiã
De mi’alma parcimônia
Para que não fosse vã

Foste o cavalo troiano
E abriste meus portais
Para a Noite, e a ela asilo
Que em meus olhos faz seu cais

Hoje sei

Quando superei o sono
Dos mortais
Eu despertei

05jan10
.:|Ricardo Vieira|:.

.:|Moto In-Continuo|:.

.:|Moto In-Continuo|:.

Quanto mais busca, mais preso fica quem persegue a liberdade. Só é livre quem a vive sem notar.

.:| DE SI P'RA ALÉM |:.

Infeliz da alma que...
...Abomina a solidão
Por de si deter pavor




07Jan09
.:|Ricardo Vieira|:.

.:| a m o r - à - l e n t a |:.

.:| a m o r    à    l e n t a |:.

E se não tem, não faz mal não
A gente inventa
Do latão banhado a ouro
Ao de quilate noventa

A gente tenta

Dos meus lanches de dezoito
Meus banquetes de cinqüenta
Tu me alentas
Tu me abraças
Me contenta

Tudo bem, pois quando bem
A gente brisa
Quando não
A gente venta
Ou se mesmo furação
A gente ‘guenta’

Se for preciso
A gente veste a camiseta
Ou aparenta

Mas basta apenas um olhar
E o sol devolve
À cada flor
A sua verdadeira cor
E esta verdade que sustenta
O nosso amor.


04Jan10
.:|Ricardo Vieira|:.’

.:| A N A T Ô M I C A |:.

Ante ao véu negro que cai, fico eu resignado
No entanto, deliciado, e teu carrasco me tornei
Assim levo o cajado do domínio que me tens... me faço rei
Átrio vão de meu controle, sobre o gozo, e o fustigar
Temo a ti e a teus fervores, submissa a dominar
Meus grilhões em ti são cores do pulsar doce que tem
Ao passo que confessamos, a verdade do controle
Não pertence ao carrasco, cujo epílogo é um Amém!

.:|Ricardo Vieira|:.

.:|| E N C I L H A ||:.

Quem ousa roubar-me o ar
E assim, sem fim, profanar?
Que doce, o grilhão te encilhe
Encerre-te em teu lugar...
Que jorre a luz...
E que arda em teus olhos
Mais que as gotas
De tórridos pranas...
...Me inflamas...

.:|Ricardo Vieira|:.

.:|ALIMENTO DE ANSEIO E ALMA|:.

Há melhor prana que aquele
Que de amores se inflama?
Que assim seja, vem, derrama.


02Jan10
.:|Ricardo Vieira|:.

.:|TEUS DES/IGUAIS|:.

Como dizer?
Acaso resta alguma coisa a explicar?
Se entre uma folha e outra
De qualquer jornal
Pode um homem ou criança adormecer
E assim, sem ler
E como abrigo, cama ou telha
Coisa e tal...
Não é por  mal:
Entre notícias velhas
O que não é novo
Faz cotidiano este cenário:

 d e s i g u a l 

Que formalmente excluído
É todo o dia sentenciado
Sem ser notícia, mas por elas
Totalmente enrolado
Este “anormal”
Solenemente segue em frente
E digo – progressivamente
Todo envolto em
Letras folhas: O Marginal


02Jan10
.:|Ricardo Vieira|:.

.:|DAS ROSAS SECAS|:.

E quantas marcas...
São elas tantas, que ao contar,
até me perco

São as de vindas nunca idas
E advindas
De indevidas idas minhas
Aos dilúvios

Que importunam-me os olhos
Sem repouso
Que assim pousados num vazio
Cerram sem cores

Tal qual sem flores
Tão vazio este meu chão
Que jaz em dores.


02Jan10


.:|Ricardo Vieira|:.

.:|LEGADO PERDIDO|:.

No espelho embaçado, algum segredo
Perdeu-se sem ser lido, nem notado
Motivo que moveu de alguém o dedo


02Jan10
.:|Ricardo Vieira|:.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

.:|CATACLISMA|:. |Erotrix|


.:|CATACLISMA|:. |Erotrix|

Como em cataclisma
O ritmo se esvai
Alçado, e alagado, o corpo cai.


02Jan10
.:|Ricardo Vieira|:.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

.:|NOITE EM CIO|:. - Haikai 02Jan10





Não fazia Sol
Mas fazia lua e mar
Sob seu lençol




.:|Ricardo Vieira|:.

terça-feira, 6 de julho de 2010

.:|AD|EQU|AÇÃO|:.

Tudo o que é inevitável gera duas indústrias básicas: A da Providência, tal qual mortalha e coveiro, e a da Conformação, tal qual a Religião e o Ceticismo.

domingo, 25 de outubro de 2009

.:|DE|CO|RA|ÇÃO|:.

.:|DE|CO|RA|ÇÃO|:.

Teu peso é bom
Pousa em meu peito, leve
Como aquele som

Que entoavas
Quando os corpos
Se enlaçavam

Sussurro baixo
Cujo o ritmo ditei
Em plena aurora
E em compasso acelerado

Eu me fiz Rei
Quando teu grito
Contraído e abafado
Verteu-me o gozo
E me fizeste coroado

E ao fim da cena
Feita plena a exaustão
A imensidão da noite
É manhã amena

Acarinhando teus cabelos
Eu descanso
Um sono manso
Bem desperto, a observar
O impossível de negar

É estampado:

De coração te digo
Pouco há tão lindo
Quanto meu chão
Com tuas roupas decorado

(.:|Ricardo Vieira|:.)

sábado, 17 de outubro de 2009

(.:|PEITO CANALHA|:.)

(.:|PEITO CANALHA|:.)

Não que o valha...
O cheiro é forte, e pelo quarto
Se espalha
Bem como o gosto de mamilo
Em minha língua
Creio que o meu, do mesmo modo
Em ti, e à míngua
Mata de sede este teu ventre
Ninho meu

Que hoje me acolhe
Tal qual como prometeste
Eu que te adentre
Embora outro o dono teu

E já que agora é hora minha
Ao desfrutar
Que seja intenso, seja insano
O Gozo meu

E o que te cabe é suspirar
Ir recordando o tudo feito
Então te aninha...

... Mas noutro peito

A hora minha é hora ida
E ido sou
Deixo da hora minha o gosto
Que restou
E outros sabores
Que meu corpo te deixou.


(.:|Ricardo Vieira|:.)

.:|Outro Idioma|:.


Quando a flor te dei


Quis fazer-te entender


Tudo que calei



.:|Ricardo Vieira|:.

.:|HORA PERDIDA|:.

.:|HORA PERDIDA|:.

– E já te vais?
– Não que eu queira, mas preciso..
– Não que eu lamente, ou te precise...
...Um pouco mais...
– É “tanto faz”?
– É “tanto fez”. É meu desejo embebido
Em altivez
– Ah, se não fosse o compromisso, então...
... Talvez...
– “Talvez” não basta, olhas meu corpo e diz...
... Que vês?
– Hum... Eu vejo o nu, arrepiado
E meia dúzia de arranhões
– Não te diz nada este meu corpo
Tão lanhado?
– Diz sim: Que é justo que eu esteja
Pouco mais que atrasado
– Então te abro bem as pernas
E a ficar mais és convidado
– É... neste caso, por não ir
Sinto-me já justificado.


.:|Ricardo Vieira|:.

.:|Condição|:.


E eis o chão


Que te apresento aos joelhos

Que perfeitos nele são
.




.:|Ricardo Vieira|:.

.:Pequenos Golias:.

A borboleta alçou

Vôo sem razão

Ao olho do furacão



(.:|Ricardo Vieira|:.)

.:xXx:.

A vida em gotas caía

Todo a respingar:

Ri/acho/via.


(.:Ricardo Vieira:.)

.:MEU-TEU-BREU:.

Já que nosso amor é cego
Deve ser escrito em Braille
Vem em mim, e me tateia
Vem sentido, toque a toque
Me permeia

Me seguras pelo ombro
Vem no encalço do calor
Pelo cheiro, vem, persegue
Se amor, seja o que for
Deixes que ele me carregue
Vem, me segue: Cegue



........................................................................(.:Ricardo Vieira:.)


...........................................................................................................['Psicografando' Ana Átman]

.:POSOLOGIA IRREAL:.

Ah, a sanidade, esta maldita

Menos mal, que ainda encontro

Esta loucura... que me cura

.:|Ricardo Vieira|:.

.:QUASE HORA/JÁ SEM TEMPO:.


Às quase duas decidi que esqueceria

Que as quase três, por certo
O olho, nem de longe consternado
Qualquer fosse a hora que eu levantaria
Segue alerta, indiferente
Enquanto eu, sigo pregado

Não que importe, sigo em frente
Diferença não faria
Dormem eles, quase todos
Mas eu cá, bem acordado
Quase lembro do bilhete
Bem ali, dependurado
Na tão fria geladeira
No post-it amarelado

“Lembres: tens de esquecer
De nunca ler este recado:
Não esqueças de esquece-la
E retirar-te do passado
De quem rouba, sem sofrer
O teu sono lá deixado”

Quase sol, quase já dia
Quase hora de entornar
Meia xícara vazia
Disto tudo que acabou
Sem ter mesmo começado.

é...

... Bem lembrado.

(.:Ricardo Vieira:.)

DOIS 'U's


Mil perdões, se brutalmente
Chego assim, pra te falar...
... É que amo, e quando amo
Amo sempre urgentemente

(.:|Ricardo Vieira|:.)

.:T U D O P A S S A:.


Certas coisas, tal qual brisa

Certas outras, como arado

E o peito, então? ... lavrado



(.:Ricardo Vieira:.)

VER-TE-VER-TER


Jamais quis eu
Regar teus olhos de menina
De triste idéia
Ou de um sonho que apagou

Pois vi meu rosto
Refletir em tua retina
De um modo tal
Que o espelho sempre me negou

Por isso dói ver-te verter
Lágrima triste
De alegres olhos
Que mi’a vida alumiaram

E antes de tudo isso
Que tu me pedistes
Tragavam flores que te dei
E hoje murcharam
E não de fracas, quero agora
Que me entenda
Pois corajosas elas morrem
Só no fim

Mesmo que a mim
Tua'ida rasgue sem emenda
De tua retina
Não retiro-me assim

Sou dela a parte que te parte
Impiedoso
Dessaboroso do espelho
Meu que vai

Se em parte parto
Parte fico: Paciencioso
Aguardo quieto
A tempestade que se vai

Não que estar quieto
Me faça silencioso
Nem meu silêncio me faça
Ficar parado
Pois meu estado vegetal
É tendencioso
Caos comprimido
Qual bramido entoado
(.:Ricardo Vieira:.)

- DESAMOR REVEL -


E quando vi aquele olhar
Eu já sabia...
Que era só questão de tempo
E então mais nada existiria

Mesmo que digam
Que no amor jamais é tarde
Eu digo: Tarde
É quando amor à revelia


(.:Ricardo Vieira:.)

Permeio o Meio Afim de Um Fim


Quem não combate não bate
Se não barganha, não ganha
Mas se procede e não cede
Fazendo teia, emaranha

Mas não detenha o que tenha
Alma correta na reta
Não seja omisso se isso
Mantém teu olho na seta

Se tens respeito no peito
Enfrente sempre de frente
Se referido o ferido
Fazei perfeito o teu feito

Reage diante o que age
De coração justa ação
Se faz presente ao que sente

Que abarca a honra e arca
Com conseqüência e seqüência
E de virtude se marca.

(.:|Ricardo Vieira|:.)

DEU TUDO ERRADO? CHAME A BRIGADA!

Há tempos a política de varrer a sujeira para baixo do tapete vem se tornando a principal estratégia dos governos para cuidar de assuntos importantes como a matemática social e um de seus principais resultados: A Segurança Pública.

E adianto que é impossível falar de segurança pública sem antes definirmos bem o que é INSEGURANÇA PÚBLICA. Cá entre nós, o que significa “estar seguro”? O que é Segurança Pública? A certeza de não ser assaltado ou morto? A garantia que nosso patrimônio não será furtado ou depredado por algum “desordeiro” ou marginal? É, talvez. Mas o buraco é mais embaixo.

Será que deveríamos pensar que essas coisas acontecem onde não há policiamento, e deixam de acontecer onde há um PM? Talvez devamos lembrar que policiamento ostensivo evita o acontecimento do crime naquele local. Não impede o acontecimento onde ele não está. E é impossível um policiamento ONIPRESENTE, que tudo veja em todos os lugares.

É aí que percebemos que a Brigada Militar acabou sendo a ultima barreira de contenção de um processo social completamente deficiente na área de planejamento Criminológico (estudo que atua na lógica de controle da criminalidade nas suas verdadeiras raízes), onde uma série de outros órgãos deveriam atuar, e deixam de faze-lo por falta de preparo, de postura política séria e comprometida com Segurança Pública e Social. E acham que é ‘balela’ ser mais um a falar sobre isso? Não, definitivamente, não. ‘Balela’ é ser mais um a ficar completamente inerte fingindo não ver onde está o erro.

A Brigada Militar, no cumprimento da missão de lutar pela garantia da segurança pública acaba virando a única instituição a empurrar um enorme e pesado caminhão, resultado do erro de toda a física da sociedade. Por conseqüência, acaba sendo a única a levar a culpa quando a falha acontece. E acaba culpada mesmo que não falhe, pois é difícil identificar corretamente o “alvo” de nosso trabalho policial. Afinal, numa sociedade em crise, onde todos são vítimas de suas situações sociais, quem é o agressor? O Estado? Talvez. Nessa hora, parece que viramos a única instituição a vestir a roupa do Estado. Nossa farda.

E, desconstruindo o que diz velho ditado, já que a Brigada é a última barreira antes do caos, e a primeira depois, como o ultimo a sair, que pague a conta de luz.


Artigo Publicado na Coluna Ricardo Vieira no portal ASSTBM:
http://www.asstbm.com.br/portal/?pg=noticia&id=493


.:Ricardo Vieira:.

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